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PPR: vale a pena ou é só venda do banco?

Os PPR têm um benefício fiscal real, mas a maioria dos que o banco te oferece tem comissões que comem o ganho. Como escolher.

Os PPR (Planos Poupança Reforma) têm uma vantagem fiscal real. Mas a maioria dos produtos que os bancos empurram têm comissões que comem silenciosamente os teus retornos. Como distinguir os bons do resto.

O benefício fiscal é real

Se contribuíres para um PPR, podes deduzir 20% do valor contribuído diretamente no IRS — não no rendimento coletável, mas no imposto a pagar. O limite anual depende da tua idade: com menos de 35 anos, podes deduzir até 400€ (em contribuições até 2.000€); entre 35 e 50 anos, até 350€; com mais de 50 anos, até 300€. Para quem paga IRS, isto é um retorno imediato e garantido sobre o dinheiro investido.

O problema das comissões

O benefício fiscal é comido pelas comissões se não tiveres cuidado. Um PPR com uma comissão de gestão anual de 2% precisa de render mais de 2% por ano antes de teres qualquer ganho real. Muitos PPR vendidos por bancos têm comissões entre 1,5% e 2,5%, mais comissões de subscrição. Ao longo de 20 anos, uma comissão anual de 2% pode eliminar mais de um terço dos teus ganhos potenciais. O banco ganha independentemente de o teu dinheiro crescer.

O que procurar em alternativa

Existem PPR indexados com comissões baixas e não são difíceis de encontrar. Procura produtos com TER (Total Expense Ratio) abaixo de 0,5% por ano. As perguntas-chave antes de subscrever: Qual é a comissão de gestão anual? Há comissão de subscrição ou resgate? Em que investe concretamente? Evita produtos maioritariamente em obrigações se tiveres menos de 50 anos — o teu horizonte temporal permite mais crescimento e estás a deixar retornos em cima da mesa.

O programa Investir com Cabeça cobre PPR, ETFs, plataformas de longo prazo e como construir uma carteira adequada à tua situação.

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