Todos os meses chega um PDF ao email e assinas uma app. Quase ninguém o lê com atenção. Este guia muda isso em cerca de 7 minutos.
O básico — ilíquido vs líquido
O teu recibo mostra dois valores principais: ilíquido (bruto) e líquido (o que chega à conta). A diferença são os descontos feitos antes de o dinheiro chegar a ti. Perceber cada linha é o primeiro passo para saberes se estás a ser pago corretamente.
Retenção na fonte (IRS)
O IRS é o imposto sobre o rendimento em Portugal. No recibo vês a retenção na fonte — um pagamento mensal antecipado estimado pela entidade patronal com base no teu salário, estado civil e número de dependentes. O imposto real é calculado quando entregas a declaração anual, normalmente em abril. Se retiveram a mais, recebes reembolso. Se a menos, pagas a diferença. Verificar a tua categoria de retenção uma vez por ano demora cinco minutos e pode valer centenas de euros de volta.
Segurança Social
Pagas 11% do teu salário bruto para a Segurança Social. A entidade patronal paga mais 23,75% por cima. Este dinheiro financia a tua futura pensão, baixa médica, licença de parentalidade e subsídio de desemprego. Os 11% são obrigatórios e estão sempre visíveis no recibo — se não aparecerem, algo está errado.
Subsídio de refeição
A maioria dos trabalhadores a tempo inteiro em Portugal recebe um subsídio de refeição. Em 2026, até 10,20€ por dia útil está isento de IRS e Segurança Social quando pago em cartão refeição. Se a empresa paga por transferência bancária, só 4,77€ por dia está isento — o resto é tributado como rendimento. Verifica o teu contrato e o recibo para saberes qual o método e se o valor está correto.
Queres perceber cada linha do teu recibo e saber exatamente o que te é devido? O programa Fundamentos do Dinheiro cobre isto logo na primeira sessão.
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